Se o brasileiro produz quatro vezes menos que o americano, como processos e tecnologia podem reverter este cenário de produtividade baixa?

A produtividade do brasileiro é reconhecidamente baixa. Pior, está em declínio. Segundo pesquisa realizada pela organização norte-americana The Conference Board, que reúne dados de centenas de países, o nosso rendimento encolheu entre 2014 e 2016 – voltando ao patamar de oito anos antes. Sério!

Essa realidade é um grande desafio p/o nosso futuro, visto que o envelhecimento da população demanda exatamente o contrário. Para reverter essa tendência e equiparar a produtividade nas empresas aos países de primeiro mundo, NÓS (o Brasil) precisamos tomar uma série de providências em diversos setores e contextos, além de apostar no oceano de possibilidades disponíveis no mundo da tecnologia e modelos de gestão de projetos.

Me parece que o pessoal da Toyota tem muito pra nos ensinar.

Olha o tamanho dessa jaca :/

Um brasileiro leva uma hora para realizar o que um alemão faz em 20min e um americano em 15min. Esta constatação é resultado de uma equação que reúne diversos fatores e longe da preguiça ou inépcia de nossos profissionais, considera falhas estruturais, processos, modelos,  lacunas na formação etc.

Claro! A solução de forma geral deve passar por políticas públicas que favoreçam o ambiente de negócios, empreendedorismo, inovação, mudança comportamental e por aí vai. Entretanto, existem diversas questões dentro das empresas que, uma vez resolvidas, podem mudar sua realidade específica.

Organização no trabalho

Vemos com muita frequência organizações passarem por problemas de produtividade que as impedem de fazer mais com menos. Não é raro a falta de processos se tornar um gargalo capaz de levar as empresas no Brasil à falência.

Seria muito bom que os gestores adotassem agenda prioritária sobre uma série de mudanças, buscando a organização no trabalho. É preciso “arrumar a casa”, ou seja: investir em processos organizacionais e de governança empresarial. Somente com os processos devidamente alinhados é possível evitar o escoamento de tempo e recursos, além de ganhar lucidez, clareza, musculatura necessária para qualquer outra mudança futura.

Não tem pra onde correr! A transformação digital e a automação têm potencial para serem as maiores aliadas da produtividade no dia a dia atual das empresas. O novo contexto de mundo oferece ao empresário ou decisor toda artilharia necessária para vencer o jogo, inclusive pelo celular. É possível mensurar todos os resultados em tempo real com acesso remoto de qualquer lugar do mundo.

Falei sobre Toyota, lembra?

As startups estão nadando de braçada porque souberam adaptar-se e adotaram, praticam metodologias como LEAN – modelo também utilizado pela Toyota, onde todos os processos são revistos para que todos os procedimentos e tarefas utilizem somente os recursos necessários na sua execução/realização.

Nós não somos bons em dar “jeitinhos”? Então vamos abusar das boas práticas contributivas e tecnologia para evitar desperdícios de tempo, financeiro, mão-de-obra, stress e muito mais.

Com processos mais leves e bem direcionados, torna-se viável um grande impacto na produtividade brasileira e na geração de valor do negócio como um todo.

Transformação comportamental: o consumidor é digital, mas e o empresário?

Todas as empresas atuais buscam tornar-se digitais, mas seus gestores nem sempre estão preparados para a transformação e quebra de paradigmas.

Vivemos na Era Digital. Quase tudo tornou-se digital! Essa é uma realidade tanto para as pessoas quanto para as empresas. Mas será que isso é realmente vivido e aplicado? 

É inegável que o comportamento do consumidor sofreu profundas mudanças nos últimos anos e deve seguir se transformando ainda mais nos próximos. Isso faz com que muitas empresas apostem em um processo de transformação digital, façam investimentos pesados em comunicação e marketing e ainda apostem no atendimento omnichannel.

Hoje é o cliente quem decide em qual canal ele quer ser atendido e a empresa precisa estar preparada para dar conta de toda essa complexidade de ferramentas. Outro detalhe importante são as abordagens de venda… você pode ter uma operação comercial hunter e farmer no mesmo time, desde que o líder consiga guiar o pessoal e todos respeitem o processo. A tecnologia pela tecnologia não faz milagre.

No entanto, muitas vezes o que presenciamos é um discurso sem que os protagonistas deste processo – ou seja, os gestores e/ou decisores – acreditem realmente nesse caminho. Isso, infelizmente acaba por invalidar grande parte (ou todo) o esforço na aplicação de novas tecnologias e processos dentro da empresa.

Quer entender melhor? Sigamos em frente na leitura deste artigo!

O ‘preço’ da transformação digital

A necessidade de se transformar para atender este novo consumidor parece ter sido assimilada pela imensa maioria do empresariado brasileiro. Entretanto, muitas empresas ainda esbarram em grandes obstáculos no momento implementar os projetos, principalmente, quando se trata de pessoas. O maior desafio está na resistência de muitos empresários ou executivos em fazer o que precisa ser feito (investimento, decisões, liderança) para realmente mudar a realidade de seus negócios.

E quando falamos em investimentos não é somente o financeiro, que pode ser considerável, mas sobretudo o grande esforço e as dores que um processo de profunda quebra de paradigmas pode causar. Não é à toa, pois deste momento denso deve emergir uma nova cultura organizacional, capaz de levar a empresa adiante de forma sustentável e com capacidade de enfrentar qualquer mudança que o mercado exija dela no futuro.

Infelizmente, é muito comum observar empresários fazerem altos investimentos em estratégias de marketing, tecnologia e contratando pessoas em excesso para sustentar um discurso de transformação digital que muitas vezes é vazio.

A imagem de que a empresa é “digital, 100% rastreável e trabalha com previsibilidade”muitas vezes esbarra em processos que são “atropelados” e tem como resultado profissionais que não conseguem colocar em prática suas funções de maneira satisfatória.

O que é atendimento omnichannel e quais os desafios para sua implementação?

A integração entre os canais (on/offline) de venda nas empresas enfrenta desafios internos de implementação e a maioria deles passa pelo crivo de seus gestores. Um exemplo é a distribuição de recursos financeiros vs. resultados e expectativas destinadas para cada área. Aliás, por qual razão separar vendas e marketing se ambas áreas compõem o Comercial da empresa?

O fato é que essa forma de organização ignora o comportamento do consumidor. Mesmo quando compra na loja física, ele utiliza os canais online para pesquisa. Muitas vezes acontece o oposto. E possuir diversos canais não significa que a sua empresa é multicanal.

A verdadeira integração só acontece quando a experiência de compra e todos os fatores que a influenciam são os mesmos em todos os canais. Embora pareça simples, isso significa remover uma série de barreiras internas que podem ser muito complexas e demandar muito trabalho, mas que invariavelmente começam por uma mudança de mentalidade.

Vamos conversar sobre as suas ideias e investimentos em inovação e Marketing Digital?

 

Nota: Este texto foi publicado originalmente no blog do @matofino.